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Diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro

Diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro

A Inseminação Intrauterina (IIU), popularmente conhecida como inseminação artificial, consiste em melhorar a capacidade dos espermatozoides em laboratório para injetá-los no útero. Antes do procedimento, a paciente passa pela indução da ovulação. O tratamento é utilizado nos casos em que há redução na concentração/ motilidade dos espermatozóides impossibilitando o casal de engravidar.

Indicação de inseminação artificial:

O uso da Inseminação Intrauterina está indicado nos casos de:

  1. Infertilidade sem causa aparente (apresentando tubas uterinas íntegras e no homem, apresentando uma concentração de 5 milhões sptz no mínimo);
  2. HIV em casais sorodiscordantes (em que o parceiro é HIV + e a parceira não é);
  3. Fator cervical;
  4. Dispareunia grave;
  5. Incapacidade de ter uma relação sexual satisfatória.

As taxas mais altas de gravidez na IIU ocorrem quando há mais de 10 milhões de espermatozoides móveis no ejaculado. A IIU raramente é eficaz e não indicada quando o total de espermatozoides móveis ejaculados forem inferiores a 5 milhões de sptz/ml.

Indicação de Fertilização in Vitro

Por outro lado, a Fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de grande complexidade que tenta reproduzir, em laboratório, as condições adequadas para que ocorra a fecundação e as primeiras etapas do desenvolvimento embrionário similar ao que ocorre fisiologicamente no aparelho reprodutivo feminino.

Durante o tratamento de fertilização in vitro (FIV), os ovários são estimulados a fim de induzir o desenvolvimento multifolicular. Existem vários protocolos de estimulação e preparações de indutores da ovulação para ser utilizado.

A estimulação é normalmente adaptada às necessidades do paciente e individualizada com base na idade, marcadores de reserva ovariana, achados em ultrassonografias, índice de massa corporal e resposta à estimulação anterior. Quando os folículos chegam no tamanho adequado, estes são coletados e os oócitos são fertilizados.

E na última etapa os embriões em desenvolvimento permanecem armazenados em meios de cultivo de 3 ou 5 dias antes de ser realizado a transferência ou a criopreservação.

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Escrito por Dr. Fernando Prado

Dr. Fernando é médico especialista em reprodução assistida há mais de 20 anos, com PhD pelo Imperial College London e pela Universidade Federal de São Paulo, e diretor clínico da Neo Vita.

CRM/SP 103.984 - RQE 391631
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3562749827441899

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