A estimulação ovariana é uma das etapas fundamentais que contribui com o sucesso da FIV. Em média após 12 dias de estímulo, com pequenas variações para menos ou mais dias, dependendo da sensibilidade e resposta ovariana, os folículos estarão com tamanhos adequados contendo dentro de seu conteúdo folicular oócitos maduros. A indução bem preparada e administrada proporciona uma coleta de oócitos maduros e de qualidade para a fertilização pelos espermatozoides. Por outro lado, se for mal conduzida, pode comprometer a chance de gravidez no ciclo, ou ainda ocasionar risco à mulher.
A escolha da dose e tipo de gonadotrofina a ser utilizada para o estímulo ovariano depende da avaliação do potencial de resposta do ovário (reserva ovariana) que são realizados com base nos seguintes fatores:
Na fase de pré-estimulação, atividade ovariana é suprimida com administração de contraceptivos orais no ciclo anterior. A fase de estimulação começa com administração de gonadotrofinas para estimular o crescimento folicular ovariano. São utilizados diversos protocolos de longa e curta duração que incluem agonistas e antagonistas do GnRH, dependendo da reserva ovariana da paciente.
Quando o tamanho folicular ideal for alcançado, é administrado o hCG e aspiração folicular ocorre 36 horas depois. Para que ocorra a fertilização, é realizado a coleta do sêmen, processamento seminal para que os espermatozoides fertilizem os oócitos com o grau de maturidade adequada.
Sendo assim, os pré-embriões se desenvolvem e são transferidos para a cavidade uterina no momento em que o endométrio estiver com o tamanho e aspecto adequado. Deste modo, a preparação do endométrio ocorre na fase de suporte com uso de progesterona que proporciona um suporte hormonal ao endométrio.
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